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Pinga-fogo da ESA começa a provocar acirrados debates


06/08/2008 13:39


 

     

Idealizado pelo desembargador Edson Bueno, do Tribunal Regional do Trabalho – 23ª    Região, o pinga-fogo que a Escola Superior de Advocacia (ESA) da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso, promove periodicamente nas dependências da  instituição no CPA está cada vez mais empolgante, provocando  acirrados debates. “O pessoal começa meio tímido, mas aos poucos vai se  soltando e participando com entusiasmo das discussões que os temas dos pingas-fogos provocam” – afirmou Marcos Avallone, presidente da Comissão de Direito do Trabalho da OAB, que formou parceria com a ESA na realização do  evento de 5ª-feira (31). Quer dizer: no 5° evento, o pinga-fogo já começa a atingir seu objetivo que é de provocar debates sobre os mais variados assuntos.
 
 O tema do último pinga-fogo – “Função social da empresa nas relações do
 trabalho” – contou com presença do desembargador Edson Bueno, do juiz
 Aparecido Torres, advogados, empresários e trabalhadores. Participaram
 também dos trabalhos, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil,
 Francisco Faiad, e a diretora executiva da ESA e secretária geral da OAB,
 Luciana Serafim de Oliveira. O desembargador Bueno foi um dos mais
 empolgados debatedores do pinga-fogo, com seguidas intervenções nas
 discussões.
 
 Falando na abertura do evento, o presidente Francisco Faiad afirmou que
 muito diferente do que acontecia no início do século 20, quando empregadores e empregados viviam separados, hoje a empresa passa a ser um ente da sociedade pela importância social que tem, gerando emprego e renda. Faiad lembrou também dos velhos tempos em que os empregados sofriam pressão moral e sexual dos patrões e não os denunciavam. Segundo o presidente da OAB, o relacionamento patrão-empregado mudou muito, principalmente depois que a Justiça começou a condenar empresas a pagar indenizações aos seus trabalhadores por assédio moral e sexual.
 
 Um dos assuntos que mais provocaram debates foi o relacionado aos poucos
 benefícios sociais que empresas proporcionam aos empregados, como seguro total para toda a família, assistência médica, programas de lazer, além de  cumprirem  sua função ambiental em defesa da comunidade em que está instalada. Mas teve gente que saiu em defesa das empresas, justificando que a carga tributária selvagem as impedem de investir em benefícios sociais dos seus empregados. Para um dos participantes do pinga-fogo, as exigências para instalação de uma empresa e o excesso de impostos são um desestímulo para investimentos no setor produtivo. “Só um aventureiro ou louco cumpre tudo o que a legislação determina...” – disse o debatedor.