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OAB-MT se reúne com policiais penais e pede solução para greve declarada ilegal

27/12/2021 16:00 | PENITENCIÁRIAS
Foto da Notícia: OAB-MT se reúne com policiais penais e pede solução para greve declarada ilegal

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) se reuniu na manhã desta segunda-feira (27) com representantes do Sindicato dos Policiais Penais de Mato Grosso (Sindispen) para intermediar uma solução para o movimento grevista que ocorre no Estado desde o dia 16 deste mês.  A diretoria da Seccional sugeriu a suspensão da greve para que avancem as negociações junto ao governo e para que a advocacia possa retomar o atendimento aos reeducandos.  

 

O advogado do Sindispen, Elimar Selvático, afirmou que as lideranças sindicais estão dispostas a negociar com o governo, mas que não querem suspender o movimento. Apesar disso, uma resposta à sugestão da OAB deverá ser dada dentro de 72h.  

 

A greve já foi declarada ilegal pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que tem imposto duras penas caso a decisão pela suspensão do movimento não seja respeitada. 

  

O presidente da OAB-MT, Leonardo Campos, cujo mandato segue até o dia 31 deste mês, reforçou que a OAB entende as razões do movimento grevista, mas que é preocupante situação de vulnerabilidade dos presídios, além dos riscos que implica para a sociedade, para a própria categoria e para a advocacia que atua na defesa dos recolhidos.   

  

A presidente eleita da OAB, Gisela Cardoso, reforçou que o diálogo é imprescindível para a solução do problema e que a Ordem vai auxiliar na mediação interinstitucional. “Nos colocamos à disposição para uma negociação e para o encaminhamento de uma solução”.   

  

Já o secretário-geral da OAB, Flávio José Ferreira, aponta que a Ordem está disposta também para dialogar com o TJMT, que na última sexta-feira (24) definiu multa de dez salários mínimos por dia a cada policial penal que estiver em unidade que não esteja recebendo novos presos, mais R$ 200 mil de multa diária para o Sindspen, além da possibilidade de prisão dos policiais penais por policiais civis e militares, em caso de descumprimento da decisão judicial.   

  

De acordo com o deputado estadual João Batista, que é policial penal e foi presidente por 10 anos do sindicato que presenta a categoria, a principal reinvindicação é a valorização salarial, que no início de carreira é pouco mais de R$ 3 mil.  Contudo, o Governo do Estado declarou que só vai negociar com a categoria assim que for suspensa a greve.   

    

A diretoria da OAB-MT enfatizou que assim que receber a resposta do sindicato, está disposta a intermediar uma reunião com o Governo do Estado e espera uma urgente solução para o impasse. 

 


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